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Cobrar a visita técnica ou não? Entenda mais sobre!

  • Foto do escritor: Admin
    Admin
  • 20 de nov. de 2023
  • 5 min de leitura

Atualizado: há 1 dia

Para muitos profissionais autônomos, a visita técnica é uma das etapas mais importantes do trabalho. É nesse momento que são levantadas informações essenciais para a elaboração do orçamento, como condições do local, materiais necessários e complexidade do serviço.


Um eletricista, por exemplo, só consegue definir corretamente o valor de uma instalação após avaliar o ambiente. O mesmo vale para técnicos, encanadores, instaladores e diversos outros prestadores de serviço. Diante disso, surge a dúvida: vale a pena cobrar a visita técnica?


Como a visita envolve custos de deslocamento, tempo e até um trabalho inicial de análise, muitos profissionais optam por cobrar. Mas será que isso é permitido por lei? E qual é a melhor forma de lidar com essa cobrança sem afastar clientes?


O que a lei diz sobre cobrar a visita técnica?


A legislação brasileira sobre o tema não informa diretamente se profissionais autônomos podem ou não cobrar a visita técnica. O Código de Defesa do Consumidor, por exemplo, trata a medida da seguinte forma:


Art. 39. É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas abusivas:

[...]

VI — executar serviços sem a prévia elaboração de orçamento e autorização expressa do consumidor, ressalvadas as decorrentes de práticas anteriores entre as partes.

[...]

Art. 40. O fornecedor de serviço será obrigado a entregar ao consumidor orçamento prévio discriminando o valor da mão-de-obra, dos materiais e equipamentos a serem empregados, as condições de pagamento, bem como as datas de início e término dos serviços.


Em outras palavras, a lei que protege os consumidores não lista de maneira clara se é permitido ou não cobrar a visita técnica. O que o CDC exige é que o consumidor saiba, antes que os serviços sejam executados, de todos os valores de maneira detalhada, com o apoio de um orçamento claro e objetivo.


Algumas entidades e órgãos de defesa do consumidor consideram que cobrar a visita técnica é algo abusivo. Esse é o caso do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor, o Idec que, ao falar sobre o tema, diz que:


"A rigor isso não pode ser feito: receber o orçamento é um direito do consumidor. No entanto, em alguns casos a cobrança de um valor razoável é admitida — por exemplo, quando há necessidade de deslocamento do fornecedor ou do produto a ser consertado, ou quando o equipamento precisa ser desmontado”.


Mas devemos considerar sempre que a justiça brasileira entende que qualquer procedimento que não está expressamente proibido pela legislação é liberado. Ou seja, até que exista uma lei que proíba diretamente o profissional autônomo de cobrar a visita técnica, essa atitude tá liberada.



Qual é a melhor estratégia para decidir se deve cobrar a visita técnica?


Quando a legislação não é totalmente objetiva, a melhor estratégia é sempre a transparência. Informar o cliente antes da visita evita conflitos, desconfiança e problemas futuros.


Algumas boas práticas incluem:

  • Avisar previamente se a visita técnica será cobrada

  • Informar o valor e o que está incluso

  • Explicar o motivo da cobrança (deslocamento, análise técnica, tempo)


Dessa forma, o cliente sabe exatamente o que está pagando e pode decidir com consciência.


Cobrar ou não cobrar: como evitar prejuízos como profissional autônomo


Do ponto de vista do profissional, cobrar a visita técnica pode evitar prejuízos. Sem cobrança, é comum gastar tempo e dinheiro com deslocamento, elaborar um orçamento detalhado e, no final, não fechar o serviço.


Uma estratégia bastante utilizada é:

  • Cobrar a visita técnica, mas

  • Abater o valor do serviço final caso o cliente contrate


Essa prática beneficia os dois lados: o cliente sente que não perdeu dinheiro e o profissional garante que seu tempo foi valorizado.


Além disso, durante a visita técnica, o cliente tem a oportunidade de:

  • Conhecer melhor o profissional

  • Entender como o serviço será executado

  • Criar mais confiança na contratação


Vale observar o que o mercado pratica


Outro ponto importante é analisar o comportamento do seu mercado. Conversar com outros profissionais da mesma área ajuda a entender:


  • Se a cobrança é comum

  • Qual valor é praticado

  • Como os clientes reagem


Com essas informações, você consegue definir uma estratégia alinhada à realidade do seu segmento e ao perfil do seu público.




Como um app de gestão ajuda a decidir se vai cobrar a visita técnica


A tecnologia é uma grande aliada do profissional autônomo. Aplicativos de gestão oferecem mais mobilidade, organização e profissionalismo, facilitando inclusive a decisão sobre cobrar a visita técnica.


Com a computação em nuvem, é possível:

  • Acessar manuais técnicos em qualquer lugar

  • Registrar informações da visita em tempo real

  • Criar orçamentos imediatamente após a análise


Ferramentas como a Agenda Boa permitem gerar orçamentos direto no celular ou tablet, registrar custos diretos e indiretos e enviar o documento instantaneamente por WhatsApp ou e-mail.


Isso traz mais conveniência ao cliente e aumenta as chances de fechamento, já que ele recebe o orçamento no momento da visita técnica.


Transparência e organização fidelizam clientes


O sucesso de um profissional autônomo vai muito além do preço. Custos claros, atendimento transparente, organização e uso inteligente da tecnologia fazem toda a diferença.


Ao decidir se vai ou não cobrar a visita técnica, lembre-se de que:

  • O cliente precisa entender todos os custos

  • A clareza evita conflitos

  • A organização aumenta a confiança

  • Clientes satisfeitos indicam seus serviços


Esses fatores ajudam a construir uma carteira sólida de clientes e fortalecem o marketing boca a boca.



FAQs – Perguntas frequentes sobre cobrar a visita técnica


É permitido cobrar a visita técnica no Brasil?

Sim. Não há lei que proíba, desde que o cliente seja informado previamente.


O Código de Defesa do Consumidor proíbe essa cobrança?

Não de forma direta. O CDC exige apenas transparência e orçamento prévio.


Cobrar a visita técnica pode afastar clientes?

Pode, se não houver explicação clara. Transparência reduz esse risco.


Vale a pena abater a visita no valor do serviço?

Sim. Essa estratégia costuma agradar clientes e evitar prejuízos.


Profissionais autônomos são obrigados a dar orçamento grátis?

Não existe obrigação legal expressa para isso.


Um app de gestão ajuda nesse processo?

Sim. Ele facilita orçamentos, registros e comunicação com o cliente.



Conclusão: cobrar a visita técnica é uma decisão estratégica


Decidir cobrar a visita técnica não é apenas uma questão de valor, mas de estratégia, organização e posicionamento profissional. A legislação permite a cobrança, desde que o cliente seja informado com clareza.


Com transparência, bom atendimento e apoio da tecnologia, é possível evitar prejuízos, valorizar seu trabalho e manter clientes satisfeitos. Avalie seu mercado, seus custos e seu público — e tome a decisão que faça mais sentido para o seu negócio.


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