Direitos do trabalhador autônomo: confira o que você precisa saber!
- Admin

- 13 de nov. de 2023
- 4 min de leitura
Atualizado: há 3 dias
Muitos profissionais têm dúvidas sobre os direitos do trabalhador autônomo — e isso é mais do que natural. Afinal, quando não existe patrão nem empregador, quem garante proteção, benefícios e segurança financeira?
Diferente do trabalhador com carteira assinada, o autônomo atua por conta própria e não possui vínculo empregatício. No entanto, isso não significa ausência de direitos. Pelo contrário: quando o profissional está formalizado e contribui corretamente com o governo, ele passa a ter acesso a importantes garantias previdenciárias.
Neste artigo, você vai entender quais são os principais direitos do trabalhador autônomo, as diferenças entre MEI e autônomo e como garantir essas proteções na prática.
O trabalhador autônomo tem direitos trabalhistas?
É importante deixar claro: o trabalhador autônomo não possui os mesmos direitos trabalhistas de quem trabalha sob regime CLT, justamente porque não existe relação de subordinação com um empregador.
Isso significa que o autônomo não tem direito a:
13º salário
Férias remuneradas
FGTS
Aviso prévio
Porém, quando está formalizado e contribui para a Previdência Social, ele tem acesso a diversos direitos previdenciários, que são fundamentais para sua proteção pessoal e familiar.
Principais direitos do trabalhador autônomo garantidos por lei
A partir do momento em que o profissional se registra como contribuinte individual e mantém os pagamentos em dia, ele passa a ter seus direitos preservados. Entre os principais direitos do trabalhador autônomo, estão:
Aposentadoria, que pode ser:
por idade
por invalidez
por tempo de contribuição
especial (em alguns casos)
Auxílio-doença, em caso de incapacidade temporária
Salário-maternidade
Pensão por morte, para dependentes
Auxílio-reclusão, quando aplicável
Esses benefícios são concedidos por meio do INSS, desde que o profissional cumpra corretamente suas obrigações mensais.
Qual a diferença entre trabalhador autônomo e MEI?
Essa é uma das dúvidas mais comuns entre quem busca formalização. Apesar de parecidos, autônomo e MEI não são a mesma coisa. Veja as diferenças principais.
Trabalhador autônomo
O profissional autônomo atua por conta própria e pode ou não ter CNPJ. Quando formalizado como contribuinte individual, ele precisa arcar com alguns tributos, como:
11% de contribuição ao INSS
ISS, geralmente em torno de 5% (dependendo do município)
Imposto de Renda, conforme tabela progressiva
Além disso, profissionais regulamentados (como médicos, psicólogos e advogados) precisam pagar taxas ao conselho regional e, em alguns casos, contribuição sindical.
MEI – Microempreendedor Individual
O MEI foi criado para simplificar a formalização de pequenos negócios. Ele possui CNPJ, pode emitir nota fiscal e paga impostos fixos mensais com valores reduzidos.
Principais características do MEI:
Limite de faturamento anual de R$ 81 mil
Pagamento mensal fixo (DAS) entre R$ 51 e R$ 56, dependendo da atividade
Inclusão automática no INSS
Pagamento de ISS (serviços) ou ICMS (comércio/indústria)
Ao ultrapassar o limite anual, o profissional precisa migrar para outro tipo de empresa.
Como garantir os direitos do trabalhador autônomo na prática
Para ter acesso aos direitos do trabalhador autônomo, é fundamental seguir alguns passos:
Cadastrar-se no INSS como contribuinte individual
Pagar as contribuições mensais corretamente
Declarar os rendimentos, quando necessário
Manter comprovantes e registros financeiros organizados
O INSS é o órgão responsável por gerenciar as contribuições e conceder os benefícios. Caso ocorram problemas ou divergências, é nele que o profissional deve buscar orientação.
Em situações mais complexas, também é possível procurar um advogado especializado em direito previdenciário ou trabalhista.
A importância da formalização para o trabalhador autônomo
Formalizar o trabalho é essencial para garantir direitos, transmitir profissionalismo e evitar problemas legais. Além de proteger o profissional, a formalização facilita negociações com empresas e amplia oportunidades de trabalho.
Esse tema é frequentemente reforçado por especialistas e instituições como o SEBRAE, que destacam a formalização como um passo fundamental para o crescimento sustentável. Em entrevistas e conteúdos educativos, profissionais como Ariane Vilhena explicam como estar regularizado fortalece o negócio e garante segurança jurídica.
FAQs – Perguntas frequentes sobre direitos do trabalhador autônomo
O trabalhador autônomo tem direito à aposentadoria?
Sim, desde que contribua regularmente para o INSS como contribuinte individual.
Autônomo pode receber auxílio-doença?
Pode, se estiver em dia com as contribuições e cumprir os requisitos legais.
Trabalhador autônomo tem FGTS?
Não. O FGTS é exclusivo de trabalhadores com carteira assinada.
Vale mais a pena ser MEI ou autônomo?
Depende do faturamento, da atividade exercida e dos objetivos profissionais.
É obrigatório pagar INSS sendo autônomo?
Não é obrigatório, mas é altamente recomendado para garantir direitos previdenciários.
O que acontece se o autônomo não contribuir?
Ele perde acesso aos benefícios e direitos previdenciários.
Conclusão: informação e organização garantem seus direitos
Conhecer os direitos do trabalhador autônomo é essencial para trabalhar com mais segurança, tranquilidade e planejamento. Mesmo sem patrão, o profissional autônomo não está desamparado — desde que cumpra suas obrigações e se mantenha formalizado.
A responsabilidade é toda sua, mas os benefícios compensam. Estar em dia com o INSS, organizar suas finanças e buscar informação são atitudes que protegem seu presente e seu futuro profissional.
Se você conhece outros autônomos que ainda têm dúvidas sobre esse tema, compartilhe este conteúdo e ajude mais pessoas a trabalharem com consciência e segurança 💪





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